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Niágara Rosada

A uva niágara branca, resultado do cruzamento das variedades labruscas – concord e cassady – foi obtida nos Estados Unidos em 1868, e introduzida no Brasil, em 1894, inicialmente no Estado de São Paulo, no município de Louveira, região tradicional de fruticultores produtores de uva de mesa, vinho e sucos. A uva niágara rosada, segundo relatos de alguns autores, surgiu em 1933, no município de Louveira, através de mutação somática em uma planta de uva niágara branca na parreira do produtor Antônio Carbonari e descoberta pelo viticultor Aurélio Franzini.

A cor rosada, sabor característico, doce e aroma foxado, conquistaram rapidamente os consumidores, e o seu cultivo expandiu-se rapidamente substituindo pomares antigos de variedades tradicionais destinadas à produção uva de mesa, suco e vinho.A grande aceitação pelos consumidores fez com que surgissem novos viticultores, principalmente os produtores de café que passavam por uma forte crise mundial. Outros fatores que contribuíram para a rápida expansão estão relacionados ao relevo acidentado, ao pequeno porte da maioria de propriedades, ao clima adequado para o cultivo de uva e à proximidade de grandes centros consumidores. A expansão de novos plantios em municípios vizinhos (Jundiaí, Indaiatuba, Campinas) ocorreu rapidamente tornando a região como um dos principais polos de produção da Niágara do Estado de São Paulo e do Brasil, que permanece até hoje.

O sucesso da niágara rosada foi tão grande que muitos produtores tradicionais da niágara branca optaram pela substituição gradativa, a ponto do quase desaparecimento de cultivos comerciais de niágara branca.

Até a década de 1990, predominantemente o cultivo da niágara se dava nos municípios de Indaiatuba, Jundiaí, Louveira, Valinhos, Itupeva, Jarinu, Monte Mor, Itatiba e Campinas, região de clima ameno e agradável, próximo da Grande São Paulo, fez com que muitas pessoas procurassem essa região para adquirir terrenos para lazer/moradia. Surgiram muitas chácaras, condomínios de alto padrão e o crescimento acelerado das cidades invadiu as propriedades rurais, valorizando os terrenos, criando uma forte pressão imobiliária, fazendo com que muitos produtores vendessem suas áreas, migrando para outras regiões relativamente próximas, para terrenos de menor valor, clima adequado para a viticultura, disponibilidade de mão de obra e não muito distantes dos grandes centros consumidores.

A uva niágara requer agilidade na comercialização pela curta vida de prateleira. Uma das regiões que tem crescido bastante é de São Miguel Arcanjo com produção um pouco mais tardia em relação às demais regiões tradicionais e Jales que produz na entressafra.

Recentemente, com a evolução tecnológica para produção de uva Niágara em regiões de clima tropical possibilitou o cultivo com sucesso como a região de Jales – SP, Primavera do Leste – MT, Marialva e Bandeirantes – PR Janaúba – MG produzindo na entressafra das regiões tradicionais, aumentando a oferta por todo o ano, os produtores estão obtendo ótimos resultados produzindo no período de menor oferta, possibilitando aos pequenos produtores de regiões tropicais investirem na cultura. O plantio de uva Niágara na região de Janaúba-Mg, já é uma realidade.

Vale ressaltar que a uva Niágara é destinada na sua maioria para consumo “in natura”, mas uma parte da produção é destinada para produção de vinhos e sucos.

Sobre Vallagarina

A Agrovitivinícola Vallagarina Ltda. é um projeto feito unindo a tecnologia alcançada pelas pesquisas e esforço político. É financiado pela PAT – Província Autônoma de Trento, através da Associazione Trentini nel Mondo, pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul através de um convênio que envolve seus órgãos e instituições.

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